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Expectativas Irreais

“Tudo o que quer de mim

irreais

expectativas

desleais”

Vanessa da Mata

Quem de nós vive sem criar expectativas?

Ninguém!

Elas fazem parte da vida e são criadas, sobretudo, quando estamos começando um novo trabalho, um novo projeto ou um relacionamento.

Quando conhecemos alguém e nos apaixonamos, projetamos no outro nossos desejos, nossos medos e até a nossa felicidade, mas a verdade é que ainda não o conhecemos o suficiente para saber como ele é de fato.

Contudo, é importante termos clareza de que nossas expectativas são nossas, e que nem sempre o outro vai correspondê-las ou ser como o idealizamos.

Esse tem sido um tema bem recorrente nesses tempos pandêmicos.

Muitos casais, com mais ou menos tempo de relacionamento, decidiram morar juntos ao longo da pandemia.

Nesse momento tão difícil, de isolamento social, medos e incertezas, ter a companhia do parceiro parecia a solução ideal. E, para muitos, foi mesmo uma ótima decisão!

Porém isso não quer dizer que seja fácil, pois se relacionar não é tarefa simples. Requer muita empatia, paciência e disposição para olhar para dentro de si, para suas expectativas e, principalmente, para lidar com as tão temidas frustrações.

Muitas vezes achamos que o outro nos decepcionou, mas na verdade, fomos nós que nos decepcionamos, por projetarmos nele, coisas que são mais nossas do que dele. E, quando não estamos atentos a isso, abrimos espaços para brigas, desentendimentos e cobranças.

Daí a importância de criar um espaço de diálogo para que o relacionamento se construa de forma saudável e profunda. Sem isso ficaremos oscilando entre nossas expectativas e frustrações, o que pode acabar nos distanciando do parceiro e destruindo a relação.

Quando falamos em diálogo, sempre pensamos que precisamos ter espaço para falar o que sentimos, o que é verdade, mas só em parte.

Dialogar implica em falar e ouvir, desenvolver uma escuta amorosa, mergulhar no que o outro está dizendo, em como nos sentimos e trocar.

Construir uma comunicação amorosa, percebendo o que é nosso, o que é do outro, o que é nossa expectativa, e quem é o nosso parceiro, verdadeiramente, é a melhor forma de viver uma relação de amor, respeito e harmonia.

Mas, para isso, é necessário dialogar, antes de tudo, com si mesmo, refletindo sobre as próprias percepções, sentimentos e atitudes.

Quando nos aprofundamos em nós mesmos, e temos a coragem de nos ver como realmente somos, estamos prontos para nos aprofundar no outro e descobri-lo, sustentando o crescimento do amor, sem os véus de nossas expectativas e idealizações.

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